Ela parava rapidamente e depois começava a falar; e em algum tempo a fala, empostada, mastigada, reprimida, tornou-se um balbucio; e em menos tempo ainda, tornou-se menor do que um sussurro. Eu me sentava ao seu lado e ouvia as suas histórias detalhadas, severas e alegres – ou uma ou outra palavra. Um dia, ao final de uma leitura extenuante, ela me agarrou pela manga da camisa com força:
- Por que você finge que me ouve?
